16/9/2011

No dia 14 de setembro, o Sinteps realizou uma assembleia geral para avaliar a campanha salarial deste ano e tabular os resultados da última rodada de assembleias setoriais, que haviam sido convocadas para a categoria decidir se voltaríamos à  greve para pressionar as negociações em torno do projeto enviado pelo governo à  Assembleia Legislativa.

A diretoria do Sindicato apresentou os seguintes dados:

  • No último quadro organizado ainda durante a greve, relativo ao dia 8/6/2011, tínhamos 86 unidades em greve.
  • Nesta última rodada de setoriais, somente 14 unidades realizaram assembleia. Destas, em cinco houve uma maioria a favor da retomada da greve; nas demais, venceu o NÃO. Somando-se o número total de trabalhadores que votaram nestas 14 assembleias, 95 disseram Sim à  retomada da greve e 169 NÃO.

Frente a este quadro, a assembleia geral do dia 14/9 encaminhou a decisão majoritária expressa na rodada de assembleias setoriais, ou seja, pelo encerramento da greve de 2011.

Vários dirigentes da entidade e trabalhadores de base presentes avaliaram a campanha salarial e os seus resultados. Foi consensual a avaliação de que saímos da greve com um saldo positivo em todos os aspectos.

Mesmo diante da truculência da Superintendência do Ceeteps e do governo Alckmin, que não pouparam medidas repressivas e de intimidação nas unidades em luta (substituição de grevistas, ameaça de corte de ponto etc), inclusive a partir da desinformação e da divulgação de inverdades, fizemos um grande movimento.

As conquistas econômicas que tivemos - o reajuste de 11%, a progressão automática das faixas iniciais dos docentes e auxiliares docentes, a equivalência para algumas das funções administrativas - são pequenas diante das perdas enormes da categoria, mas são um produto direto da nossa mobilização. É indiscutível que a força da nossa greve é a única responsável pela movimentação do governo Alckmin.

Nossa greve também conseguiu desqualificar a comissão de diretores e forçar o Centro e o governo a retomarem as negociações com o Sindicato e o Comando Central de Greve. Além disso, o movimento obrigou o governo a acelerar o processo de elaboração da nova carreira.

O problema é que nossa categoria ficou seis anos sem conseguir reagir à  altura frente aos ataques do governo - não por coincidência, os mesmos seis anos em que ficamos sem reajuste. Por isso, nossos desafios ainda são grandes e temos muito a conquistar.

Devemos aproveitar as pequenas vitórias desta greve para fortalecer a categoria, fazer novos movimentos em 2012, 2013, 2014... até que tenhamos condições de trabalho e salários dignos.

A greve em 2012

Após a assembleia geral, o Conselho de Diretores de Base (CDB) do Sinteps realizou uma reunião para dar continuidade à  avaliação da campanha salarial deste ano e traçar os próximos passos.

Para o CDB, as bases do movimento em 2012 já estão lançadas: vamos cobrar do Centro e do governo novos reajustes salariais, uma nova carreira que atenda aos interesses dos trabalhadores, a democratização das estruturas de poder no Ceeteps (em 2012, conclui-se o segundo mandato da professora Laura Laganá e temos que cobrar a realização de eleições diretas), a manutenção do vínculo com a Unesp, entre outros pontos.