Sem movimento, não tem aumento!
CDB indica: Se o governo não negociar, greve a partir de 6 de abril! Atenção para o calendário
Reposição salarial, defesa da manutenção do vínculo com a Unesp e democratização do Centro são os eixos da luta!
25/2/2010
Reunido em 24 de fevereiro, o Conselho Diretor de Base (CDB) do Sinteps debateu a conjuntura e as estratégias para dar início à campanha salarial 2010. A data-base da nossa categoria é 1º de março. Em ano eleitoral (o governador Serra almeja a presidência da República, enquanto o atual secretário de Desenvolvimento sonha com o governo do estado), as condições estão dadas para fazermos uma campanha salarial forte. O uso eleitoreiro das ETEs e FATECs, aliás, já está a todo valor no horário nobre.
A proposta da direção do Sinteps é: após o protocolo da pauta, previsto para 5 de março, daremos 30 dias (até 5 de abril) para o governo e a superintendência do Ceeteps se pronunciarem. Se não houver retorno positivo, entraremos em greve a partir de 6 de abril.
Atenção para o calendário:
5 de março: Às 14 horas, no prédio do Ceeteps, em SP, ato de lançamento da campanha salarial 2010. Entrega da Pauta de Reivindicações 2010.
De 8 a 30 de março: Assembleias setoriais, nas unidades, para avaliação da proposta de greve e preparação da campanha salarial.
31/3: Às 14 horas, assembleia geral para deliberação sobre a greve, na sede Sinteps, em SP.
6/4: Ato em frente à Secretaria de Desenvolvimento, em SP.
6/4: Se não houver retorno positivo do governo e da superintendência do Ceeteps, início da greve.
Índice da campanha é 37,47%
Nesta data-base, estamos reivindicando um reajuste de 37,47%, assim composto:
- Perdas dos três anos do governo Serra (janeiro 2007 a janeiro 2010), que correspondem aos índices concedidos pelo Cruesp aos servidores e docentes das universidades estaduais = 18,51%. Embora o governo desrespeite a lei, o Ceeteps é vinculado à Unesp e temos direito a este índice.
- Percentual reivindicado pelo Fórum das Seis (que engloba os sindicatos das universidades estaduais e o Sinteps) em 2010 = 16%.
Além do índice, também estamos reivindicando o pagamento de uma parcela fixa de R$ 200,00 para todos, a exemplo do que pede o pessoal da Unesp, USP e Unicamp. A intenção é diminuir as diferenças entre os maiores e os menores salários na categoria.
O restante da nossa Pauta ainda está sendo formatado pelo Sindicato. Em breve, vamos divulgá-lo no site e no jornal da entidade.
3 eixos para a greve
A direção do Sinteps propõe outros dois eixos para a campanha, além da reposição salarial: Confira:
Defesa do vínculo Ceeteps/Unesp
Desde que tomou posse, em 1995, o governo tucano (na época, com Mário Covas) vem tentando sistematicamente romper o vínculo entre Centro Paula Souza e Unesp. Há indícios fortes de que José Serra fará uma nova investida em breve. Para isso, o primeiro passo seria a aprovação do desvínculo por parte do Conselho Universitário da Unesp; depois, seria necessária a aprovação na Assembleia Legislativa.
Nós, trabalhadores e estudantes do Ceeteps, não podemos permitir que isso ocorra. Veja porquê:
A vinculação à Unesp existe desde a criação da Universidade, em 1976, e tem trazido grandes benefícios ao Centro. A pretensão do governo, como já ficou claro através de documentos, é vincular o Ceeteps à Secretaria de Desenvolvimento. Ao mesmo tempo, o Centro deixaria de ser autarquia de regime especial e passaria para um regime jurídico (por exemplo, fundação) que permita abrir as ETE’s e FATEC’s ao controle privado. As consequências para a comunidade acadêmica podem ser péssimas: fim da chancela da Unesp no diploma dos estudantes, pagamento de mensalidades, demissão de funcionários e docentes, queda na qualidade.
Vamos manter o alerta geral e reacender a mobilização no Ceeteps! Assim como fizeram em momentos anteriores, como em 1998 e em 2000, quando protagonizaram uma grande greve, funcionários, docentes e estudantes devem estar atentos. A luta pela manutenção do vínculo é a luta pela manutenção do sistema público paulista de educação.
Democratização do Ceeteps
Este é um dos três eixos que a direção do Sinteps propõe para a campanha de democratização da estrutura de poder do Ceeteps em 2010. Em pleno ano eleitoral, quando a população será chamada a votar para presidente da República, governador, deputados e senadores, é hora de explicitar o quão arcaico e antidemocrático é o Centro. O mote da nossa campanha será: “Já voto para presidente! Quero votar para superintendente!”
Sabe como funciona a “democracia” no Ceeteps? É assim:
Cabe aos seis membros do Conselho Deliberativo (CD) do Ceeteps compor duas listas tríplices, uma para superintendente e outra para vice-superintendente, e enviá-las ao reitor da Unesp, para que as referende. No final, o governador decide quem são os “vencedores”.
Isso mesmo! Este grupo de iluminados vota em nome de 150 mil pessoas, que é o total aproximado de alunos, funcionários e professores da instituição.
A última “eleição” no Ceeteps aconteceu em 2008, quando foram reconduzidos aos cargos, respectivamente como superintendente e vice, os professores Laura Laganá e César Silva. A próxima deve acontecer em 2012.
O Sinteps denunciou o processo e deu início a uma campanha por “Diretas, já!” no Centro. Ainda que não tenha sido possível reverter o quadro naquele momento, é importante que os trabalhadores e estudantes do Centro construam uma mobilização para democratizar a instituição nos próximos anos.
Chega de intervenção! Diretas para superintendente do Centro!